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Controle precoce do ritmo em pacientes com fibrilação atrial para melhor evolução

O controle precoce do ritmo cardíaco incluiu cardioversão elétrica, fármacos anti-arrítmicos ou terapia por ablação, enquanto o tratamento habitual consistiu em controle do ritmo cardíaco restrito ao manejo dos sintomas relacionados à fibrilação atrial

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Estudo importante recém publicado no New England Journal of Medicine teve como objetivo avaliar se o controle precoce do ritmo em pacientes com fibrilação atrial (FA) se associa a melhores desfechos cardiovasculares.

Trata-se de um estudo multicêntrico (135 centros), internacional que incluiu 2.789 pacients com fibrilação atrial de início recente (diagnóstico em até 1 ano antes da inclusão no estudo) que foram randomizados para receber controle precoce do ritmo cardíaco (n = 1395)ou tratamento habitual (n = 1394).

O controle precoce do ritmo cardíaco incluiu cardioversão elétrica, fármacos anti-arrítmicos ou terapia por ablação, enquanto o tratamento habitual consistiu em controle do ritmo cardíaco restrito ao manejo dos sintomas relacionados à FA.

O desfecho primário foi composto de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral (AVC) ou hospitalização por piora da insuficiência cardíaca ou síndrome coronariana aguda. O desfecho primário secundário o número de dias de internação hospitalar por ano.

O desfecho primário de segurança foi composto de morte, ACV ou eventos adversos graves relacionados à terapia de contorle do ritmo.

O tempo mediano de diagnóstico da FA foi de 36 dias (variação: 6 a 112 dias). A idade média dos participantes foi de 70 anos nos 2 grupos. Anticoagulação foi utilizada por 91,2% pacientes do grupo controle precoce do ritmo e 89,7% dos pacientes do grupo tratamento habitual.

Quase todos (94,8%) dos pacientes do grupo controle precoce do ritmo receberam antiarrítmico ou realizaram ablação. Ritmo sinusal esteve presente em 84,9% e 82,1% dos pacientes deste grupo após 1 e 2 anos, respectivamente.

No grupo tratamento habitual, apenas 4,2% receberam inicialmente terapia para controle do ritmo, e após 2 anos, apenas 16,6% receberam terapia para controle do ritmo. Ritmo sinusal esteve presente em 65,5% e 60,5% dos pacientes deste grupo após 1 e 2 anos, respectivamente.

O estudo foi interrompido antes do previsto por análise interina após mediana de 5,1 anos de seguimento mostrar benefício da estratégica de controle precoce do ritmo. O desfecho primário ocorreu em 3,9 por 100 indivíduos ano no grupo controle precoce do ritmo vs. 5,0 por

indivíduos-ano no grupo tratamento habitual (hazard ratio [HR: 0,79; intervalo de confiança [IC 96%: 0,66 – 0,94; p = 0,005).

O número de dias de internação hospitalar foi semelhante nos dois grupos, assim como a porcentagem de pacientes com desfechos primários de segurança. Porém eventos adversos graves relacionados à terapia de controle do ritmo ocorreu em 4,9% dos pacientes do grupo controle precoce do ritmo vs. 1,4% dos pacientes do grupo tratamento habitual.

Os autores concluíram que a terapia precoce para controle do ritmo se associa a menor risco de eventos cardiovasculares em pacientes com fibrilação atrial diagnosticada há menos de um ano.

Saiba mais: Kirchhof P, Camm AJ, Goette A, et al. EAST-AFNET 4 Trial Investigators. Early Rhythm-Control Therapy in Patients with Atrial Fibrillation. N Engl J Med 2020 Aug 29. Online ahead of print.

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2019422

Willems S, Meyer C, de Bono J, et al. Cabins, castles, and constant hearts: rhythm control therapy in patients with atrial fibrillation. Eur Heart J 2019;40: 3793-3799c

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