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Fumarato de dimetila apresenta alternativa promissora de tratamento para esclerose múltipla

Medicação foi associada a redução de exacerbações clínicas e passou a ser disponibilizada pelo SUS em 2020

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A esclerose múltipla (EM) é uma doença desmielinizante crônica do sistema nervoso central que leva à incapacidade progressiva, não havendo cura estabelecida. A progressão, a gravidade e os sintomas específicos da EM em diferentes pessoas ainda não podem ser previstos, mas os avanços na pesquisa e no tratamento estão levando a uma melhor compreensão da doença. Estima-se que cerca de 2,3 milhões de pessoas vivam com esclerose múltipla no mundo. No Brasil, sua prevalência pode variar de 1,36 a 27,7 casos por 100.000 habitantes, de acordo com a região.

O fumarato de dimetila é considerada uma droga modificadora de doença na EM, sendo recentemente aprovada pelo FDA e disponibilizada pelo SUS em 2020 como primeira opção de tratamento para Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR).

Dois ensaios clínicos randomizados e controlados de fase 3 (DEFINE e CONFIRM) avaliaram a administração de fumarato de dimetila em uma dose de 240 mg duas vezes ao dia por via oral durante um período de 2 anos, sendo a medicação associada a uma redução estatisticamente significativa nas exacerbações clínicas (o desfecho primário de eficácia), uma redução na necessidade de terapia de resgate com corticosteroides intravenosos e melhorias em outros indicadores de progressão da doença, incluindo imagens de ressonância magnética de lesões cerebrais. Até o momento, os estudos não têm poder suficiente para detectar um efeito consistente na progressão da deficiência, mas as avaliações da qualidade de vida são esperadas como uma medida de resultado secundária do estudo de acompanhamento de 5 anos (ENDORSE).

Os objetivos atuais do tratamento são encurtar a duração e a gravidade das recidivas, prolongar o tempo entre as recidivas e retardar a progressão da incapacidade. Nesse sentido, fumarato de dimetila oferece uma alternativa promissora em relação aos medicamentos atualmente comercializados, como fingolimode e teriflunomide. Mais experiência clínica será necessária para definir a eficácia e tolerabilidade da terapia de longo prazo para pacientes com diagnóstico de esclerose múltipla, porém o surgimento de novas medicações e o avanço nas pesquisas trazem novidades promissoras no manejo da doença.

Referências:

Gold R, Kappos L, Arnold DL, et al. Placebo-controlled phase 3 study of oral BG-12 for relapsing multiple sclerosis [DEFINE]. N Engl J Med. 2012 Sep 20;367(12):1098-107. [PubMed: 22992073] Fox RJ, Miller DH, Phillips JT, et al.

Placebo-controlled phase 3 study of oral BG-12 or glatiramer in multiple sclerosis [CONFIRM]. N Engl J Med. 2012 Sep 20;367(12):1087-97.[PubMed: 22992072]

https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46275-menos-efeitos-adversos-para-tratamento-da-esclerose-multipla

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